Avatar

20 janeiro, 2010

Desde que Avatar saiu nos cinemas, a maioria das pessoas se deslumbrou e eu só falando mal. Até que eu vi o filme e bem… agora eu posso falar mal com propriedade.

É a mesma discussão que eu tive com um amigo sobre Apocalypto: tudo bem que tem aspectos diferentes, mas a história… pô, vc já deve ter visto pelo menos uns 3 filmes iguais: o forasteiro se aproxima com algum intento sórdico, é aceito e aprende os costumes da nova tribo, se apaixona pelo lifestyle e pela mocinha e daí tem que confrontar seus iguais pra defender quem o acolheu tão bem. Tudo bem, tem filme que é clichêzão mas é bom porque os pormenores são surpreendentes, mas Avatar infelizmente não se encaixa na categoria, inclusive o vilão master. Sério, gente, ninguém é tão mau e tão… estereotipado. E desculpa, pra mim um filme pra ser considerado perfeito, a trama também tem que ser perfeita.

Além disso, eu JURO que ouvi algumas notas de My Heart Will Go On durante o filme. Quase que embrulhei do estômago.

Dito isto, o filme vale a pena ser visto sim. Em 3D, claro, porque é um visual magnífico e, apesar das minhas críticas, não é um filme enfadonho. O meu problema com Avatar é só esse frenesi todo, sendo que a única coisa que o filme tem de uau é a tecnologia na criação do planeta e dos seres que o habitam. Aquelas cores, aquele brilho e aquela naturalidade de movimentos são realmente magníficos. E eu tenho que admitir que as personagens femininas de James Cameron são maravilhosas e as atuações em geral estão bem legais.

Eu só acho que os moviemakers deveriam olhar mais pro lado da humanidade. Por que fazer tanto filme em que a gente é o vilão? E daí, no meio de Avatar eu me lembrei porque eu gosto tando de Senhor dos Anéis: é um épico sobre humanos se esforçando e se arriscando por outros humanos, é  sobre fazer o que tem que ser feito, não importa o quão difícil será e aí tem os amigos com quem o fardo vai ser dividido. Isso sim é emocionante.

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Divulgando, né?

24 novembro, 2009

Como eu já comentei antes, esse semestre eu resolvi me aventurar pelo mundo das artes. Sendo assim, a partir de quinta entra em cartaz o espetáculo Circo Íntimo, dirigido pelo fantástico Abaetê Queiroz.

Fizemos uma pequena participação no Jogo de Cena e, bicho, subir no palco é uma das melhores sensações do mundo. Mucho loco, viu? Recomendo!

Mas sem mais delongas (ah, estou vendendo ingressos também!):

“Circo Íntimo” no Teatro Garagem / SESC 913 Sul

de 26 a 29 de novembro. De quinta a sábado às 21h e domingo às 20h

Direção de Abaetê Queiroz e coreografias de Juliana Drummond

Elenco: Alunos da Oficina Circo Íntimo

Ingressos: R$ 10,00 Meia e R$ 20,00 Inteira

Censura Livre – Informações: (061) 8173-8523 circointimo@hotmail.com

My parents were awesome

12 novembro, 2009

tecaecaca

(Mandei. Será que publicam?)

Actually, they still are…

SLZ-057

Aff

2 novembro, 2009

Menina, vou te dizer que me aconteceu um bafão nesse feriado e eu estou temerosa que esse post se volte contra mim hahaha

Apague tudo de comprometedor deste blog, Inês. Pelo bem da sociedade.

Abraço pro nosso provável único assinante do feed – @tmeller fica aqui nosso agradecimento!

on chandler bing

2 novembro, 2009

Ross: Oh, really? Well, I guess Monica should know about Atlantic City.
Chandler: Du-ude!
Monica: What happened in Atlantic City?
Ross: Well, Chandler and I are in a bar…
Chandler: Did you not hear me say, “Du-ude”?
Ross: …and this girl is making eyes at Chandler, okay? So after a while he just goes over to her and, uh, after a minute or two, I see them kissing. Now, I know what you’re thinking. Chandler’s not the type of guy who just goes to bars and makes out with girls. And you’re right. Chandler’s not the type of guy just goes to bars and makes out with girls.
Monica: You kissed a guy? Oh my God.
Chandler: In my defense, it was dark and he was a very pretty guy.

AMOR define.

Vou ficar devendo…

29 outubro, 2009

…uma do papai pra poder ir de acordo com o site, mas vai uma de mamãe pra exemplificar que…

@Friburgo- Janeiro 1978 - Ricardo e Berenicemy parents were awesome!

pela volta do blog!

29 outubro, 2009

Um post condensado para compensar toda a ausência.

– HÁ DE ODIAR-SE:
1. estampas de oncinha
2. estampas de animais em geral
3. hehehehe
4. rs
5. =) (ningém tem olhos assim)

-HÁ DE AMAR-SE* (os hormônios podem explicar essa minha felicidade ultimamente)
1. The Big Bang Theory
2. One, U2
3. Strange Brew, Cream (do BBC Live Sessions)
4. camisetas do sambaclub
5. pão com presunto e maionese

-SHAGGY LIST (nerd é o novo pretinho básico)

retratoscc216

(qualquer um das pontas, por favor)

Gloria Estefan was right

30 setembro, 2009

Cada vez que vou ao Rio volto mais apaixonada. Eu costumo ficar na casa da minha vó que mora com minha prima (na verdade a Prima que mora com a Vó, claro) em Ipanema, o que, é claro, é um grande facilitador. O barato do Rio é andar, pegar ônibus, metrô, assim você vê gente e que gente bonita! Sério, táxi só em último caso, apesar dos taxistas serem uma atração a parte. Só me ocorreu uma vez de pegar um cara rabugento. Todos os outros foram super simpáticos e divertidos até.

Bom, primeiro que praia é around Posto 9, mesmo que você não seja maconheiro. Lá é o lugar mais de boa, com gente legal e tranquilo em relação a roubos e talz (mas lembrando que é sempre bom ficar de olho, afinal é Rio de Janeiro).

Além da Oz, loja da qual eu sou cliente fiel, dessa vez eu fui apresentada à Q Visu que é sensacional, mas óbvio, caríssima. Vale a pena dar uma conferida se você tiver um dinheirinho a mais pra gastar em camisetas diferentes e objetos de decoração!

Quanto às baladas, sempre é bom dar uma olhadinha no que rola no Grupo Matriz, que tem baladas mais alternativas de rock e mpb. Outra recomendação é o Beco do Rato: não se deixe enganar pelo nome, o lugar é lindo e tem até wi-fi. Infelizmente fomos no sábado e tava bem vazio, me parece que o dia legal é na sexta que rola sambão. Anyway, Lapa não tem erro.

Mas a verdade é que pra mim, o Rio tem uma coisa a mais e preciosa: a companhia de Marina, minha amiga, co-autora do blog, parceira de música e de cerveja. Ela fez aniversário ontem e felizmente eu pude comemorar antecipadamente a data com ela. Não dá pra dizer o tamanho da falta que ela me faz nessa Brasila, mas eu sei que ela tá bem na Cidade Maravilhosa. E eu sei também que a gente ainda vai dividir muitos rocks.

(ai, chorei.)

arte fácil, meu #@$

10 setembro, 2009

Neguinho por aí acha lindo chamar de arte um dramalhão. Quanto mais desgraça, doença, gente pelada e sexo bizarro tiver, melhor.

Esse mesmo povinho também acha lindo chamar comédia de arte fácil. Pois bem, arte fácil, meu cu. Não é porque agora eu faço teatro e sou artista* que eu estou cheia de opiniões. O negócio é que eu sempre dei muito valor à comédia. Me fazer rir não é fácil mesmo. O meu professor de teatro (esse sim, um cara sério que entende do que faz) diz que arte tem que comunicar. E  a comédia comunica.

Primeiro que fazer comédia não é fácil como as pessoas acham. Neguinho se entrega. Muito dramático Cameron Diaz raspar o cabelo, ok, legal. Mas quero ver fazer igual Sacha Baron Cohen e mandar uma cera no corpo todo:

Segundo que comédia critica, aponta, ridiculariza, ensina, reflete e também faz chorar…

Ultimamente, graças a Judd Apatow, a comédia tem sido um gênero mais difundido (nuóssa, falei igual estudante de sociologia agora! perdão) e se você prestar o mínimo de atenção vai perceber que nessas histórias tem muito do nosso cotidiano.

Minhas comédias preferidas são as  chamadas bromance (“romance” entre brothers – amizade, saca?). Eu, pelo menos, me identifico horrores com esses personagens que têm amigos (mas amigo mesmo, sabe? não são apenas coadjuvantes), incertezas, paixões. Gente que ri, mas que precisa levar a vida um pouco a sério também e sente uma certa dificuldade nisso. Eu sou assim e tenho uma meia dúzia de amigos que têm um pouco dessa síndrome de Peter Pan. Logo esse tipo de filme comunica pra caralho.

É óbvio que esses filmes têm momentos besteirol: é comédia, tem que fazer rir. Mas por exemplo, por trás do cara tosco que dá patadas que é o personagem de Bradley Cooper em Se Beber, Não Case, existe um cara que tá desesperado pra fugir temporariamente da vidinha de pai de família. Entendeu?

Existem vários exemplos de filmes que na minha ditadura vai ser todo mundo obrigado a ver e gostar: O Virgem de 40 Anos, Ligeiramente Grávidos, Alta Fidelidade, Ressaca de Amor, Segurando as Pontas, Um Grande Garoto, Juno. Enfim, Nick Hornby, Seth Rogen, Kevin Smith… é gente como a gente, que deu certo contando histórias de coração.

Diz um amigo – e eu concordo – que a gente saca a inteligência dos outros pelo humor e humor inteligente é a chave de tudo. Não é à toa que Chandler Bing é nosso muso.

*Se você porventura tá lendo isso aqui, mas não me conhece, explico: entrei pra uma oficina de teatro, mas sem nenhuma pretensão de me chamar de atriz. Logo, foi uma ironia.