Gloria Estefan was right

30 setembro, 2009

Cada vez que vou ao Rio volto mais apaixonada. Eu costumo ficar na casa da minha vó que mora com minha prima (na verdade a Prima que mora com a Vó, claro) em Ipanema, o que, é claro, é um grande facilitador. O barato do Rio é andar, pegar ônibus, metrô, assim você vê gente e que gente bonita! Sério, táxi só em último caso, apesar dos taxistas serem uma atração a parte. Só me ocorreu uma vez de pegar um cara rabugento. Todos os outros foram super simpáticos e divertidos até.

Bom, primeiro que praia é around Posto 9, mesmo que você não seja maconheiro. Lá é o lugar mais de boa, com gente legal e tranquilo em relação a roubos e talz (mas lembrando que é sempre bom ficar de olho, afinal é Rio de Janeiro).

Além da Oz, loja da qual eu sou cliente fiel, dessa vez eu fui apresentada à Q Visu que é sensacional, mas óbvio, caríssima. Vale a pena dar uma conferida se você tiver um dinheirinho a mais pra gastar em camisetas diferentes e objetos de decoração!

Quanto às baladas, sempre é bom dar uma olhadinha no que rola no Grupo Matriz, que tem baladas mais alternativas de rock e mpb. Outra recomendação é o Beco do Rato: não se deixe enganar pelo nome, o lugar é lindo e tem até wi-fi. Infelizmente fomos no sábado e tava bem vazio, me parece que o dia legal é na sexta que rola sambão. Anyway, Lapa não tem erro.

Mas a verdade é que pra mim, o Rio tem uma coisa a mais e preciosa: a companhia de Marina, minha amiga, co-autora do blog, parceira de música e de cerveja. Ela fez aniversário ontem e felizmente eu pude comemorar antecipadamente a data com ela. Não dá pra dizer o tamanho da falta que ela me faz nessa Brasila, mas eu sei que ela tá bem na Cidade Maravilhosa. E eu sei também que a gente ainda vai dividir muitos rocks.

(ai, chorei.)

arte fácil, meu #@$

10 setembro, 2009

Neguinho por aí acha lindo chamar de arte um dramalhão. Quanto mais desgraça, doença, gente pelada e sexo bizarro tiver, melhor.

Esse mesmo povinho também acha lindo chamar comédia de arte fácil. Pois bem, arte fácil, meu cu. Não é porque agora eu faço teatro e sou artista* que eu estou cheia de opiniões. O negócio é que eu sempre dei muito valor à comédia. Me fazer rir não é fácil mesmo. O meu professor de teatro (esse sim, um cara sério que entende do que faz) diz que arte tem que comunicar. E  a comédia comunica.

Primeiro que fazer comédia não é fácil como as pessoas acham. Neguinho se entrega. Muito dramático Cameron Diaz raspar o cabelo, ok, legal. Mas quero ver fazer igual Sacha Baron Cohen e mandar uma cera no corpo todo:

Segundo que comédia critica, aponta, ridiculariza, ensina, reflete e também faz chorar…

Ultimamente, graças a Judd Apatow, a comédia tem sido um gênero mais difundido (nuóssa, falei igual estudante de sociologia agora! perdão) e se você prestar o mínimo de atenção vai perceber que nessas histórias tem muito do nosso cotidiano.

Minhas comédias preferidas são as  chamadas bromance (“romance” entre brothers – amizade, saca?). Eu, pelo menos, me identifico horrores com esses personagens que têm amigos (mas amigo mesmo, sabe? não são apenas coadjuvantes), incertezas, paixões. Gente que ri, mas que precisa levar a vida um pouco a sério também e sente uma certa dificuldade nisso. Eu sou assim e tenho uma meia dúzia de amigos que têm um pouco dessa síndrome de Peter Pan. Logo esse tipo de filme comunica pra caralho.

É óbvio que esses filmes têm momentos besteirol: é comédia, tem que fazer rir. Mas por exemplo, por trás do cara tosco que dá patadas que é o personagem de Bradley Cooper em Se Beber, Não Case, existe um cara que tá desesperado pra fugir temporariamente da vidinha de pai de família. Entendeu?

Existem vários exemplos de filmes que na minha ditadura vai ser todo mundo obrigado a ver e gostar: O Virgem de 40 Anos, Ligeiramente Grávidos, Alta Fidelidade, Ressaca de Amor, Segurando as Pontas, Um Grande Garoto, Juno. Enfim, Nick Hornby, Seth Rogen, Kevin Smith… é gente como a gente, que deu certo contando histórias de coração.

Diz um amigo – e eu concordo – que a gente saca a inteligência dos outros pelo humor e humor inteligente é a chave de tudo. Não é à toa que Chandler Bing é nosso muso.

*Se você porventura tá lendo isso aqui, mas não me conhece, explico: entrei pra uma oficina de teatro, mas sem nenhuma pretensão de me chamar de atriz. Logo, foi uma ironia.